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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Meninas de 10 e 11 anos receberão vacina contra HPV no início do ano letivo de 2014

Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil


Brasília - A vacina contra o papilomavírus (HPV) será oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 10 e 11 anos no início do ano letivo de 2014. De acordo com o Ministério da Saúde , a vacina estará disponível em cerca de 5 mil postos, entre escolas públicas e particulares (em forma de campanha) e unidades de saúde, de maneira permanente. O Brasil registrou em 2012 17,5 mil novos casos de HPV em mulheres, uma das principais causas de câncer do colo do útero.

A meta do governo é atingir 80% das mais de 3,3 milhões de pessoas consideradas público-alvo. Neste primeiro momento, serão disponibilizadas 12 milhões de doses apenas para meninas. Com os custos da vacina, serão gastos R$ 30 por unidade, somando R$ 452,5 milhões. A vacina, que será produzida pelo Instituto Butantã e pela Merck, será administrada em três doses, e protegerá contra quatro subtipos de HPV: 6, 11, 16 e 18 – os dois últimos são os que causam o maior risco de câncer. Em 70% dos casos de câncer do colo do útero, há vestígio da presença dos subtipos 16 e 18.

"Estamos oferecendo a melhor vacina que existe. Setenta e cinco porcento das vacinas usadas contra o HPV no mundo é essa que vamos aplicar. Essa é mais uma medida para enfrentarmos um problema de saúde púbica, que é o câncer do colo do útero – sobretudo nas regiões Norte e Nordeste e em áreas economicamente menos desenvolvidas em outras regiões do país", informou o ministro Alexandre Padilha.

A vacinação será feita em meninas nessa faixa etária, em intervalos de dois e seis meses entre a segunda e a terceira doses, respectivamente. A administração será feita, segundo a autorização dos pais. "A vacina não elimina a necessidade do uso de preservativo e da realização do exame papanicolau. Mesmo protegendo contra a maior proporção dos cânceres, não protege 100%. Essas meninas estarão mais protegidas, nas continuarão realizando o rastreamento [do vírus] com o exame preventivo", explicou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. Em 2012, o ministério contabilizou 11 milhões de exames papanicolau realizados.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que 17,5 mil casos de HPV surjam em 2013 no país. Segundo dados do Ministério da Saúde, são registrados, em média, 685,4 mil casos da doença por ano, que levam a 4,8 mil mortes. Em 2011, foram 5,1 mil óbitos. Anualmente, são descobertos, em média, 18,4 mil casos. De janeiro a março de 2013, foram feitas 5,6 mil internações por HPV, com as quais foram gastos R$ 7,6 milhões. O Ministério da Saúde estima que, entre 2011 e 2014, sejam gastos mais de R$ 382 milhões em investimentos na doença.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que haja 291 milhões de mulheres com o vírus no mundo, das quais 32% estão infectadas pelos tipos 16 e 18. Segundo a OMS, estudos mostram que 80% da população feminina sexualmente ativa serão infectadas.
Edição: Talita Cavalcante

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Café da manhã indigesto para Miriam Leitão

 A comentarista da área econômica da Rede Globo, Miriam Leitão, todas as manhãs no Bom Dia Brasil fala sobre suas considerações sobre a política implementada pelo Governo Federal.

Acontece que na manhã de hoje (26), seu desjejum deve ter descido muito mal. Pois, na ausência de argumentos para sua costumeira crítica depreciativa ao Governo Dilma, tentou atribuir os 50 bilhões de reais anunciados pela presidenta para obras de mobilidade urbana pelo país ao projeto do trem bala que ligará as capitais do Rio de Janeiro e São Paulo.


Acredito que faltou tempo suficiente para que a comentarista digerisse a informação. Pois, a presidenta não reuniria 27 governadores e 26 prefeitos de capitais para anunciar uma única obra entre duas cidades que, segundo ela, ainda faltaria recurso. Seria, no mínimo, desrespeitoso com a população dos demais estados e do Distrito Federal.

Por fim, restou a Leitão encerrar seu discurso agorento com a notícia da rejeição da PEC 37 na noite anterior em votação na Câmara dos Deputados.

Do jeito que a coisa vai, fica cada vez mais difícil encontrar argumentos para tentar fazer sua eterna campanha tucana. Seria muito melhor se ela solicitasse sua aposentadoria, antes que aconteça compulsoriamente

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Hora de votar o Marco Civil da Internet

Pronto para ser votado no Plenário, o Marco Civil da Internet ainda enfrenta resistências na Câmara dos Deputados. Projeto de lei que tem sido extremamente bem avaliado em diversos países do mundo quando se debate legislação sobre internet, o Marco Civil representará um passo decisivo na oferta de uma rede mais segura, mais aberta e mais democrática para os brasileiros. No entanto, a oposição dos provedores de conexão tem conseguido, lamentavelmente, impedir sua aprovação no Congresso. 

O Marco Civil destaca-se, principalmente, por três grandes virtudes: impede que se limite a escolha do internauta sobre o que se quer ver ou baixar na internet, garante a sua liberdade de expressão na rede e protege a privacidade do usuário. Fica vedado, portanto, um esquema de vigilantismo como o dos Estados Unidos, que acompanha trocas de e-mail e conversas via Skype. Por essas razões, a chamada “Constituição da Internet” já recebeu o apoio de intelectuais brasileiros e estrangeiros, ativistas, órgãos públicos, empresas e associações, como a Academia Brasileira de Letras (ABL), a Associação dos Produtores Teatrais Independentes (APTI), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e a Associação Brasileira de Internet (Abranet), entre outros. No dia 16 de maio, recebeu o apoio público do “pai” da internet, o americano Tim Berners-Lee.

Na prática, o Marco Civil vai impedir que o provedor que nos fornece conexão barre, dificulte ou cobre valores extras para que acessemos determinados tipos de conteúdo na internet. O que estes provedores de conexão pretendem implantar no Brasil – e que o Marco Civil acertadamente veda – é cobrar preços mais altos para quem queira fazer na internet algo além do que receber e enviar e-mails. Ou seja, se alguém quiser assistir a um vídeo no Youtube, terá que pagar um preço extra. Se quiser usar o Skype, então, um preço muito maior. Ao proibir esta fragmentação abusiva, o Marco Civil protege a sua liberdade de escolha. 



Outra prática inaceitável que já vem ocorrendo no Brasil também será proibida pelo Marco Civil: a violação sistemática da privacidade dos usuários brasileiros pelos provedores de conexão. Atualmente, alguns provedores de conexão guardam toda a navegação de cada internauta, sem seu conhecimento, para então vender as informações para marketing direcionado. Um absurdo. 

Vale lembrar que o processo de construção do texto já se tornou uma referência na forma como devem ser elaboradas as leis, tamanha a participação da sociedade. Exposto em plataformas virtuais, o projeto recebeu milhares de contribuições, várias das quais foram aproveitadas, como uma que chegou pelo Twitter. Também foram realizadas audiências públicas pelo país – mais de 60 especialistas de diversos setores foram ouvidos – e reuniões com as lideranças de vários partidos. 

Por todas essas razões, o Congresso precisa aprovar o Marco Civil da Internet. O internauta brasileiro tem direito a uma internet segura, na qual seus direitos sejam respeitados. Depois de tantos debates, chegou a hora de a Câmara votar o projeto. Não podemos aceitar que um único setor, em nome de seus lucros, prejudique mais de 80 milhões de usuários da rede. A Câmara dos Deputados não pode mais adiar votação tão importante. 

Artigo do deputado Alessandro Molon
publicado nesta segunda-feira no jornal O GLOBO

domingo, 23 de junho de 2013

Senhor Blatter, a festa acabou, diz jornal britânico sobre protestos

A festa acabou para o presidente da Fifa, Joseph Blatter, no Brasil. Pelo menos esta é a opinião explícita do site britânico The Independent, em um artigo escrito pelo jornalista Michael Calvin. "Quando o Brasil passa a odiar a Copa do Mundo e seu povo aponta Pelé como um traidor, o futebol perde sua relevância e razão", diz a coluna logo em seu início, ainda salientando que o "futebol internacional pode nunca mais ser o mesmo".
Na visão do jornalista, a retórica "vazia" disparada por nobres como Blatter é completamente rejeitada por quem sonha com escolas e hospitais ao invés de pão e circo. Ao mesmo tempo, as imagens violentas flagradas durante os protestos também são lembradas, com "manifestantes em meio a chamas enquanto a polícia disparava balas de borracha e gases para reprimir as demonstrações".

Além dos impactos imediatos para a Copa das Confederações, o diário opina que já há um constrangimento sensível em relação à Copa do Mundo de 2014 e à Olimpíada de 2016. Michael Calvin afirma que as manifestações aterrorizam os "parasitas de terno que subjugam o esporte aos seus próprios interesses", enquanto patrocinadores e executivos de TV percebem a gravidade da situação.
Dirigente viajou para a Turquia em meio a
manifestações no Brasil contra gastos públicos
O artigo vai além e ironiza que, com protestos em meio a grandes eventos, instituições como Fifa e COI podem escolher como sedes futuras regimes antidemocráticos, como a Coreia do Norte. O baixo legado à África do Sul em 2010 - enquanto a Fifa lucrou cerca de R$ 5 bilhões - é lembrada pelo periódico britânico como um belo exemplo de como atua a instituição que regula o futebol mundial.
De longe, o presidente da Fifa é o mais atacado pelo jornalista. Blatter é chamado de um "presidente desacreditado de uma entidade desacreditada". O teor de insatisfação do maior dirigente do futebol mundial contra os manifestantes no Brasil também é duramente criticado.
Por fim, a coluna analisa o poder limitado de um ídolo, ressaltando que Pelé sofreu grande queda de popularidade após se declarar contrário às manifestações. Por outro lado, posturas de jogadores como David Luiz, Daniel Alves, Hulk, Fred e Neymar mostram que futebolistas estão cada vez mais politizados, para a publicação.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Nota do PT sobre o transporte público

Leia a íntegra do documento assinado pelo presidente do PT, Rui Falcão

NOTA DO PT SOBRE O TRANSPORTE PÚBLICO

As manifestações realizadas em todo o País comprovam os avanços democráticos conquistados pela população. São manifestações legítimas e as reivindicações e os métodos para expressá-las integram o sistema democrático.
É papel dos partidos, do Congresso e dos Governos em todos os níveis dialogar com estas aspirações.

As transformações promovidas no Brasil nos últimos 10 anos, pelos Governos Lula e Dilma - com a ascensão social de 40 milhões de pessoas, a redução das desigualdades sociais, a geração de mais de 20 milhões de empregados com carteira assinada, o ingresso de milhões de jovens nas universidades, a ampliação de oportunidades para todos, enfim o surgimento de um novo País - colocam na ordem do dia uma nova agenda.

Avançamos e podemos avançar ainda mais. Na área de mobilidade urbana, que agora catalisa manifestações em centenas de cidades, várias conquistas ocorreram em governos do PT, como o Bilhete Único, pelo Governo Marta em São Paulo, que resultou na redução de 30% no custo do sistema. Bilhete este que será agora ampliado pelo prefeito Fernando Haddad, com validade mensal e novos ganhos para os usuários que ainda serão beneficiados com a decisão da abertura de corredores e duplicação de importantes vias de acesso à periferia.

O Governo Dilma, que destinou R$ 33 bilhões para o PAC da Mobilidade Urbana, editou Medida Provisória que zerou as alíquotas de PIS/PASEP e Cofins incidentes sobre as empresas operadoras de transporte coletivo municipal rodoviário, metroviário e ferroviário de passageiros, possibilitando a redução das tarifas.

O PT saúda, pois, as manifestações da juventude e de outros setores sociais que ocupam as ruas em defesa de um transporte público de qualidade e barato.
Estamos certos de que o movimento saberá lidar com atos isolados de vandalismo e violência, de modo que não sirvam de pretexto para tentativas de criminalização por parte da direita. Nesse sentido, repudiamos a violência policial que marcou a repressão aos movimentos em várias praças do País, sobretudo em São Paulo, onde cenas de truculência, inclusive contra jornalistas no exercício da profissão, chocaram o País.
A presença de filiados do PT, com nossas cores e bandeiras neste e em todos os movimentos sociais, tem sido um fator positivo não só para o fortalecimento, mas, inclusive, para impedir que a mídia conservadora e a direita possam influenciar, com suas pautas, as manifestações legítimas.

A insatisfação de parcelas da juventude em relação às instituições e aos partidos políticos revela a necessidade de uma ampla reforma do sistema político e eleitoral em defesa do que vêm se batendo o PT e outras organizações da sociedade.
Do mesmo modo, as manifestações têm mobilizado sua inconformidade contra o tratamento dado pelo mídia conservadora aos movimentos, inclusive pelo fato de, num primeiro momento, ter criticado a passividade da polícia.

Diante das demandas por transporte de melhor qualidade e barato, o Diretório Nacional do PT recomenda aos nossos governos que encontrem uma resposta necessária, que, no curto prazo, reduza as tarifas de transporte e, num médio prazo, em conjunto com os governos estadual e federal e com ampla participação popular, discuta soluções para um novo financiamento público da mobilidade urbana.

A direção do PT conclama a militância a continuar presente e atuante nas manifestações lado a lado com outros partidos e movimentos do campo democrático e popular.
São Paulo, 19 de junho de 2013.

Rui Falcão
Presidente Nacional do PT 

Fonte: Site do PT

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Nota da Conam sobre as manifestações contra o aumento das tarifas

A Diretoria Executiva da CONAM aprovou Nota Pública em apoio às manifestações contra o aumento das tarifas do transporte coletivo, com orientações e recomendações aos militantes do Movimento Comunitário de todo Brasil.


A CONAMConfederação Nacional das Associações de Moradores e suas filiadas em todo o Brasil, que sempre estiveram ao lado do povo, à frente das lutas pelo transporte de qualidade e pela redução das tarifas de ônibus, apoia as manifestações contra o aumento das tarifas ocorridas nas últimas semanas pelo país.


Neste momento de mobilizações populares, recomendamos que todos os militantes do movimento comunitário engajem-se com suas bandeiras de lutas, junto com outras entidades organizadas.
Acreditamos que somente a luta, através da mobilização, pode alavancar grandes mudanças. Portanto, não podemos por em risco os avanços e as conquistas dos últimos 10 anos de governo democrático e popular.
Reconhecemos que precisamos percorrer um longo caminho de afirmação da política e dos movimentos. Porém, em momento algum abriremos mão do estado democrático de direito e da luta por um Brasil melhor, principalmente para os menos favorecidos.

Neste sentido, ficaremos em estado de alerta para que as forças conservadoras e reacionárias não cooptem estes movimentos livres e democráticos para pautas que não sejam as bandeiras avançadas e legítimas do povo brasileiro.

A CONAM na Luta!


São Paulo, 19 de junho de 2013.


Diretoria Executiva
  Fonte: Site da Conam
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