Mostrando postagens com marcador Esportes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Esportes. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de outubro de 2011

Lei Geral da Copa: vale tudo para a Fifa?

Já banimos a possibilidade do Brasil aderir à ALCA. Mas, o capitalismo se utiliza de suas várias facetas para tentar implementar as leis do livre comércio sobrepondo a soberania de uma Nação. Impressionante não são as propostas da FIFA, entidade já conhecida por suas exigências esdrúxulas. Mas, nossos parlamentares que, sabe se lá a custo de que, ainda discutem tais possibilidades. A Presidenta Dilma tenta fazer sua parte, mas compete ao Congresso Nacional limitar as vontades da FIFA e defender a soberania do Estado Brasileiro. Aprovar todas as exigências de uma entidade privada na Lei Geral da Copa é outorgar o atestado de subserviência do Estado público e para todos ao capital privado, benefício de alguns.

Por Raquel Rolnik

Sob forte chantagem da Fifa, que ameaça cancelar a realização da Copa do Mundo no Brasil caso o país não aceite todas as suas exigências, o Congresso Nacional começa a discutir a Lei Geral da Copa, criação de verdadeiro regime especial, paralelo e sobreposto à legislação em vigor no país.

A lei trata de exclusividades e privilégios de que a Fifa deve gozar – desde o estabelecimento do preço dos ingressos, vistos de entrada no país para competidores e espectadores, exclusividade no marketing e na transmissão dos eventos e até a tipificação de novos crimes e novas varas para julgá-los.

Em suma, para poder sediar a Copa entre “o vigésimo dia anterior à realização da primeira partida e o quinto dia após a realização da última partida”, ou seja, por quase dois meses, passamos a ser geridos pelas leis da Fifa, entidade privada, com um currículo nada marcado por valores como lisura, ética, democracia ou respeito aos direitos humanos.

De acordo com estas leis, por exemplo, nos chamados “locais de competição”, que incluem – pasmem! – não apenas os estádios, mas também todos os locais onde ocorrerão transmissão de partidas com ingressos pagos, áreas “de lazer destinada aos fãs” (?!) localizadas OU NÃO nas cidades que irão sediar as competições, a Fifa e as pessoas por ela indicadas terão exclusividade de venda, distribuição e propaganda de produtos, inclusive nas vias de acesso a estes chamados “locais de competição” e suas imediações.

Traduzindo em português claro, a Fifa e sua curriola – com o apoio das “autoridades competentes” – podem decretar “territórios Fifa” Brasil afora, onde só funcionarão pontos de venda Fifa, onde valerão as regras de segurança da Fifa, onde, por exemplo, o sujeito que inserir o símbolo da Copa na sua cadeira de praia para alugar poderá ser preso, julgado na mesma hora, e encarar de três meses a um ano de prisão!

Na preparação do país para a Copa, as autoridades brasileiras já cederam bastante às exigências da Fifa – muitas delas totalmente estapafúrdias, como a criação de alas e estacionamentos vip para cartolas ou critérios para o padrão dos estádios que inflaram os custos de construção e reforma das arenas e levaram a mais e mais remoções e desapropriações de indivíduos e comunidades que poderiam ser evitadas.

Ontem a presidenta Dilma anunciou que fará uma conversa franca com os dirigentes da Fifa, que, apesar de todas as concessões já feitas, parecem considerar insuficientes as abusivas excepcionalidades incluídas no Projeto de Lei Geral da Copa enviado pelo governo ao Congresso. É absolutamente necessário que seja estabelecido um limite para este vale-tudo, sob pena de frustrar a expectativa do Brasil em consolidar sua imagem de potência soberana e séria.

Raquel Rolnik é arquiteta e urbanista, especializada em planejamento e gestão da terra urbana. Professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e Relatora Especial da ONU para o Direito à Moradia Adequada. Entre outros, foi Secretária Nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades (2003-2007).

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Rio, venha bater uma bola com a gente o dia 30 de julho!


Para quem assiste a toda pompa exibida pelas emissoras de TV sobre os sorteios para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, que ocorrerá amanhã na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, com megashows de artistas famosos para ludibriar a crítica da população, não sabe o que há por trás de todo esse aparato midiático.
Ocorre que para preparar a cidade maravilhosa para sediar a Copa do Mundo de Futebol, diversas famílias serão removidas de seus locais de moradias, sem prévia discussão, para dar espaço ao espetáculo esportivo e sua infra-estrutura.
No dia do sorteio (30/7), o Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas realizará um ato público em defesa de “uma Copa do povo”. A Marcha por uma Copa do Povo sairá do Largo do Machado. A concentração será às 10h para sair em direção à Marina da Gloria local aonde acontecerá o sorteio.
Enquanto a festa do sorteio para as eliminatórias da Copa de 2014, no Rio de Janeiro, custará R$ 15 milhões, milhares de cariocas são removidos das suas casas por causa das obras para o torneio, ambulantes e camelôs já são impedidos de trabalhar na cidade, e a maior parte da população não tem poder aquisitivo para pagar o preço dos ingressos para o Mundial. O Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas detalha esses e outros abusos em entrevista coletiva à imprensa, no dia 29 de julho, véspera do sorteio preliminar da Copa.
Para saber mais sobre o Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas, acesse o site da IAI - International Aliance of Inhabitants:
http://por.habitants.org/news/habitantes_das_americas/rio_venha_bater_uma_bola_com_a_gente_o_dia_30_de_julho


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Tecnologia que auxilia aos atletas é considerada doping


Na corrida da ciência para aulxiliar o ser humano a desempenhar melhor seu papel no cotidiano evitando máximos esforços físicos para evitar lesões e desgastes do corpo, foi criado o mais novo tênis que proporciona um mais velocidade e saltos mais altos. É o Athletic Propulsion Labs Concept 1, ou APL.

A Athletic Propulsion Labs sediada em Los Angeles, EUA, fundada em 2009 pelos gêmeos Adam e Ryan Goldston (ex-jogadores de basquete e futebol americano da University of Southern California), é dedicada ao fornecimento de calçados de elevado desempenho atlético e produtos exclusivos de vestiário

Tudo isso causou estardalhaço na Liga Americana de Basquete (NBA) que baniu o uso do tênis, alegando doping de vestuário. Pois, qualquer substância ou dispositivo que dê vantagens competitivas ao atleta, não é permitido pela liga.

Os rapazes lucraram bastante depois que a NBA baniu sua invenção, auxiliando na publicidade e aumentando a busca pelo produto. De um jeito ou de outro, a tecnologia sempre andará ao nosso lado, permitida ou não nas competições, auxiliando o ser humano em sua constante evolução.

Só espero que os nossos atletas brasileiros de basquete, vôlei e futebol não comecem a usar isso por aqui também. Os cartolas já nem gostam muito de aparecer...

Segue abaixo matéria sobre o produto, sua tecnologia e a sanção da NBA:

Como funciona o APL, tênis banido pela NBA

Veja em maiores detalhes de como o tênis funciona e os motivos que levaram a NBA a bani-lo da temporada 2010-2011.


(Fonte da imagem: Athletic Propulsion Labs)
Os gêmeos Adam e Ryan Goldston agitaram o mundo dos esportes com o tênis Athletic Propulsion Labs Concept 1, também conhecido como APL. Banido pela NBA na temporada 2010-2011, o revolucionário calçado promete melhorar o desempenho dos atletas, fazendo com eles pulem mais alto e também corram mais rápido, e é justamente esse o problema.

O APL não foi o primeiro tênis a ser banido das quadras pela NBA. Há exatos 25 anos a liga colocou o astro Michael Jordan (que na época estava com a carreira em ascensão) contra a parede pelo simples fato de ele usar a primeira edição do Air Jordan em quadra. O motivo da encrenca? As cores do tênis eram consideradas muito chamativas para a época.

Com tantos avanços tecnológicos acontecendo nos últimos anos estava mesmo demorando para que as novidades começassem a interferir nos esportes. Se antes eram molas para amortecimento e sistema de ventilação para os pés, agora os tênis prometem melhorar o salto dos atletas. Mas afinal, será que o APL é mesmo tão fantástico que merece estar na lista negra da NBA?

O tênis

A ideia do Athletic Propulsion Labs Concept 1 é melhorar o impulso dos atletas, permitindo que elas pulem mais alto fazendo menos esforço. Para isso, o calçado utiliza uma espécie de dispositivo de propulsão, o qual é implantado na parte mais à frente da sola do tênis e é chamado Load ‘N Launch.

(Fonte da imagem: Athletic Propulsion Labs)

Como funciona o dispositivo

O Load ‘N Launch possui basicamente duas fases: a “load”, que acontece quando o dispositivo é comprimido, e a “launch”, quando é descomprimido. Ao iniciar um salto, o atleta aplica força na parte frontal do pé e é nessa ocasião que a fase “load” acontece. Além da força aplicada pela pessoa, o EVA utilizado no revestimento e isolamento do dispositivo exerce ainda mais pressão sobre o Load ‘N Launch, gerando um quantidade enorme de energia.

A fase “launch” então começa liberando a energia gerada através do dispositivo. A reação cria uma espécie de propulsor que melhora o salto da pessoa que está utilizando o tênis. Dessa forma, usando o APL é possível não apenas pular mais alto, mas também correr mais rápido.

O desempenho do tênis é influenciado também pelo peso, condição física, musculatura e habilidade dos atletas. O tênis não faz de você um atleta, ele apenas melhora o desempenho nas atividades realizadas.

Uma característica interessante do APL é que toda essa tecnologia passa praticamente despercebida pelos atletas, pois não é possível sentir absolutamente nada do dispositivo enquanto se usa o tênis, exceto, é claro, pelas melhorias na performance esportiva de quem o usa.

Por que ele foi banido?

Segundo as regras da NBA, qualquer substância ou dispositivo que dê vantagens competitivas a uma atleta é totalmente vetada na liga.

Aos olhos da comissão que avaliou o Athletic Propulsion Labs Concept 1, ele traz muitas vantagens a favor de quem os usa, funcionando como uma espécie de doping pelo vestuário e violando a regra de competitividade.

Dessa forma, quem utilizar o Athletic Propulsion Labs Concept 1 na temporada 2010-2011 da liga poderá ser punido. Ainda não se sabe exatamente qual a penalidade para o uso do APL em jogos oficiais, mas especula-se que o jogador pode simplesmente ser impedido de jogar ou, em casos mais extremos, ser obrigado a pagar multas mais severas.

Embora não possa ser exibido nas quadras pelos astros do basquete norte-americano, o tênis ainda é permitido nas ligas menores, como os famosos campeonatos universitários. O problema vai ser os atletas amadores se acostumarem a jogar com tênis convencionais quando partirem para a liga profissional.

A punição abençoada

O banimento do APL pela NBA está sendo, na verdade, uma benção para os negócios dos gêmeos Goldston. Desde que o tênis foi banido, o número de vendas do calçado só vem aumentando.

Claro que os banner com a frase “Banned by the NBA” (Banido pela NBA) ajudaram bastante na publicidade, mas o volume de pedidos e acesso ao site é tão grande que os servidores caíram várias vezes durante a semana. A mensagem “Because of the NBA ban announcement, we are experiencing an enormous ammount of traffic” (Devido ao anúncio de banimento da NBA, estamos presenciando um tráfego enorme) avisa aos usuários que o site de vendas pode ficar lento e instável.

Além disso, os criadores do tênis “milagroso” estavam oferecendo frete gratuito para qualquer pessoa que comprasse o calçado pela loja virtual. Se a punição da NBA soava como um problema para você, os irmãos Adam e Ryan Goldston tiraram bom proveito da situação.
.....

Não há como evitar que as tecnologias comecem a fazer parte da vida dos atletas. É cada vez maior o número de pesquisadores que dedicam suas carreiras a criar dispositivos e materiais para auxiliar na vida de atletas, sejam eles amadores ou profissionais.

A ideia do APL talvez não seja criar uma competição desleal entre os jogadores, mas sim permitir que as pessoas saltem sem forçar tanto a musculatura e as articulações. A comissão julgadora da NBA, no entanto, não concorda com o uso do tênis na liga.
E você, usuário, acha justo o banimento do Athletic Propulsion Labs Concept 1 da temporada 2010-2011 da liga de basquete mais famosa do mundo? Não deixe enviar seu comentário falando a respeito.

Fonte: Baixaki
Plugin de Artigos Relacionados para WordPress, Blogger...